Administrar uma empresa da área da saúde exige muito mais do que oferecer um bom serviço. Consultórios, clínicas e demais empresas do setor também precisam de organização financeira para manter a operação saudável e tomar decisões com segurança.
Alguns erros podem parecer pequenos no dia a dia, mas, quando se tornam recorrentes, podem comprometer o caixa e dificultar o crescimento da empresa.
Confira 7 situações que merecem atenção.
1. Misturar as finanças pessoais com as da empresa
Esse é um dos erros mais comuns entre empresários.
Utilizar a conta da empresa para pagar despesas pessoais ou retirar dinheiro sem organização dificulta a visualização do resultado real do negócio.
A separação entre pessoa física e pessoa jurídica é fundamental para acompanhar corretamente o desempenho financeiro da empresa.
2. Não acompanhar o fluxo de caixa
Saber quanto entrou na empresa não é suficiente.
É necessário acompanhar também quanto saiu, quais despesas estão previstas e quanto estará disponível nos próximos dias e meses.
O fluxo de caixa permite visualizar essas movimentações e ajuda o empresário a antecipar períodos de maior ou menor disponibilidade financeira.
3. Não conhecer o custo real da operação
Uma empresa pode apresentar um bom faturamento e, ainda assim, ter pouca margem financeira.
Por isso, é importante conhecer os principais custos envolvidos na operação, como folha de pagamento, aluguel, fornecedores, sistemas, materiais, impostos e demais despesas.
Sem essa visão, fica mais difícil definir preços e avaliar a rentabilidade dos serviços.
4. Definir preços sem considerar todos os custos
O preço de um serviço não deve ser definido apenas observando o valor cobrado pela concorrência.
É necessário considerar os custos da operação, os tributos incidentes, a estrutura da empresa e a margem necessária para que o negócio seja sustentável.
Para clínicas e empresas da área da saúde, essa análise pode ser ainda mais importante quando existem diferentes tipos de serviços e profissionais envolvidos.
5. Retirar dinheiro da empresa sem planejamento
Pró-labore, distribuição de lucros e demais retiradas precisam estar organizados de acordo com a realidade financeira e contábil da empresa.
Retiradas frequentes e sem critério podem prejudicar o capital de giro e dificultar o pagamento das despesas da própria empresa.
6. Deixar decisões tributárias para a última hora
O regime tributário e a estrutura da empresa influenciam diretamente sua organização financeira.
Além disso, o cenário tributário está passando por mudanças importantes com a Reforma Tributária, incluindo a implementação gradual do IBS e da CBS.
Por isso, decisões tributárias precisam fazer parte do planejamento da empresa, e não apenas da rotina de cumprimento das obrigações.
7. Crescer sem planejamento financeiro
Aumentar o faturamento é importante, mas crescimento também pode trazer novas despesas, necessidade de contratação, investimentos e maior complexidade operacional.
Antes de dar um novo passo, é importante avaliar se o caixa e a estrutura financeira da empresa conseguem acompanhar esse crescimento.
Organização financeira também é gestão
Para o PJ Saúde, cuidar das finanças não significa apenas controlar contas a pagar e receber.
Significa entender os números da empresa e utilizá-los para tomar decisões melhores sobre preços, investimentos, contratação, expansão e tributação.
Sua empresa sabe exatamente para onde está indo o dinheiro?
Se a resposta não for clara, talvez seja hora de olhar para a gestão financeira com mais atenção.
Conteúdo informativo. Cada caso tem particularidades: fale com a nossa equipe antes de tomar decisões.


